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737237 VisitasGuarapuava, 31 de Julho de 2014

Dicas

PEDILÚVIO EVITA O MAL-DOS-CASCOS

 

PEDILÚVIO EVITA O MAL-DOS-CASCOS
A umidade pode matar o rebanho inteiro, começando pelos cascos. O uso de pedilúvio é recomendado para prevenir a falência dos cascos.
 
         Em regiões de climas tropicais, a produção de ovinos exige um correto manejo, pois a umidade é perigosa. Quando chega o período das chuvas os cuidados com os animais devem ser em dobro, principalmente quanto aos cascos.
         Em época de chuvas, os ovinos ficam mais expostos a varias bactérias, entre elas a Dichelobacter nodoses, responsável por causar feridas nos cascos, provocando manqueira e mau cheiro. Essas feridas são identificadas pelo nome de pododermatite, ou “foot-root”.
         Para prevenir a doença, basta seguir um simples ritual, destacando-se:
         - o casqueamento;
         - a instalação de um pedilúvio.
 
Casqueamento
         Os animais devem ser casqueados uma ou duas vezes ao ano, antes de iniciar as chuvas e no meio do período seco. Esta ação provoca oxigenação no casco, ajudando a combater a bactéria, já que ela sobrevive em ambientes anaeróbicos. No solo, a bactéria vive cerca de 10 dias – um período longo e perigoso para os animais.
 
Pedilúvio
            O objetivo do pedilúvio é evitar que os animais levem para dentro das instalações os germes que provocam infecções nos cascos. Deve ser instalado na entrada do aprisco.
         O pedilúvio vem depois de um “aquolúvio”, que contem apenas água limpa. O objetivo do “aquolúvio” é deixar os cascos livres de sujeiras (esterco, terra, etc.). Apenas cascos limpos devem mergulhar no pedilúvio, que afinal de contas, é enchido com material químico que custa dinheiro.
         Tanto o pedilúvio como o “aquolúvio” podem ter a extensão de 2,5m a 3,5m para melhor manejar os animais.
         O pedilúvio deve ser raso o suficiente para que os animais molhem apenas os cascos, a fim de evitar que o produto químico atinja a pele. A solução química pode “queimar” a pele do animal.
         - Solução química - a solução mais utilizada é a seguinte:
                  - formol – 10%
                  - sulfato de zinco
                  - sulfato de cobre
                  - água sempre limpa
         Para cada 20 litros de água, recomenda-se 500g de sulfato de zinco; 1kg de sulfato de cobre; 2 L de formol. Misturar tudo em um balde, e logo em seguida, despejar no pedilúvio.
         O formol pode endurecer os cascos, por isso, o casqueamento deve ser feito antes de passar os animais no pedilúvio.
         A freqüência com que ele pode ser usado depende da época do ano e da situação. como método preventivo em épocas de excessiva umidade, o ideal é que cada animal permaneça no pedilúvio, pelo menos, cinco minutos, uma vez a cada 7 ou 10 dias.
 
Tratamento
         Animais infectados devem ser isolados do rebanho e passar pelo tratamento a cada dois dias, até que tenha cura total do casco.
         O pedilúvio tem, no entanto, de tratamento local, ou seja, sozinho não tem poder curativo quando a pododermatite encontra-se em nível avançado. Neste caso é necessário a aplicação de antibióticos específicos para matar a bactéria que já se encontra no tecido do casco e na falange.
         Os mais indicados são à base de norfloxacina e seftiofur. Como auxilares licor de vilate e oxitetraciclina em pó. Em caso de animais com o casco já muito defeituoso e escancarado aconselha-se o descarte, pois estes animais são facilmente portadores de bactéria, podendo espalhar o mal pelo rebanho inteiro.
Marcelo Barsante

Data: 19/07/11

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